Savannah abriu os olhos, apesar da luz que a cegava. Em um primeiro momento, figuras disformes no contrate da luz e da sombra. Depois, seus olhos foram se acostumando. E aos poucos, momento após momento, ela tentou quase acreditar que era realidade. E depois não se preocupou com o que diriam. Verdade ou não. Ela via. E fazia muito tempo que ela tinha visto ago assim.
E ela se sentou, pegou um leque e disse: A felicidade do campo semeado e germinado é única. Com o vento do leque que tinha, Savannah movimentou seu próprio cabelo e ouviu:
- Tudo o que te es dado es o que fez por merecer, senhora. E tenha crença nisso. Porque só na fé, a vida do campo e todos quantos sejam os campos que desejares semear estará.
E Savannah se encostou, olhou o campo e soube: é meu.
16 January 2010
Cap.2010 - A primeira primavera depois do caos
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12 November 2009
Savannah e o frio
Savannah escorou-se na parede e lentamente desceu até poder abraçar as pernas com seus braços. E assim ficou um bom tempo, com medo. Muito medo do frio. Passou boa parte daqueles dias apenas contemplando o vazio, olhando o além, se abraçando e se protegendo do frio. Frio esse que nunca chegou. Seu medo de que o frio fizesse parar seu coração, congelar seu sangue, petrificar sua espinha nunca se concretizou. Mas ela já não sabia então como parar de sentir aquele medo do frio. E mais ainda. Savannah não sabia como parar de sentir o frio que ela não sentia. Que ela nunca sentiria novamente.
Mas sentada ali, durante épocas e épocas, ela simplesmente se esqueceu de que vivia, que era quente e de que pulsava. Esqueceu-se das cores que emanava, dos sons que vibrava e de que toda a emoção vinha dela.
Por medo do frio ela apenas ficou sentada, se abraçando, encostada na parede, deixando os outros olharem para ela com seus olhos frios de descaso. Até o fim daquela primavera dolorida e gelada, quando ela conseguiu, em muito tempo, mover seus olhos para o alto e ver o sol. E o frio começou a se dissipar. O frio que ela nunca havia sentido.
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Sartaris
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11:53 AM
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10 November 2009
Meu afeganistão cotidiano (Ou, essa burca também é minha)
Eliane Castanhede matando na unha novamente e Marta Suplicy acertando em cheio, como nos velhos tempos..
O crime de ser mulher - Eliane Castanhede - elianec@uol.com.br
BRASÍLIA - Noutro dia, uma mulher de mais de 60 anos foi amordaçada, torturada e violentada por um criminoso que entrou na sua casa, em Brasília, fazendo-se passar por bombeiro eletricista.
É dramático, mas comum. Pior foi a entrevista da delegada (delegadaaa!) a uma rádio, em que ela nem sequer fez referência ao crime e ao criminoso, centrando suas suspeitas (ou seriam certezas?) sobre a própria vítima: se nunca tinha visto o homem, como entabulou conversa com ele? Se morava sozinha, como deixou o estranho entrar? E sentenciou: "Há muita coisa estranha nessa história".
Nada disse sobre o estupro, a violência, a covardia, as escoriações, as muitas horas que a mulher havia ficado ferida, amarrada e amordaçada. No inconsciente da delegada, a vítima era a ré.Afinal, uma mulher madura, sozinha, sabe-se lá!
É o que ocorre na Uniban, quando vândalos recalcados promovem uma rebelião, perseguem, ameaçam e humilham uma colega indefesa, porque... Por que mesmo? Ah, sim! Era insinuante. E ela é que acaba expulsa pelo conselho universitário, até o reitor agir. A vítima virou ré. Afinal, uma mulher jovem, bonita, de saia curta...
São dois casos bastante simbólicos. No de Brasília, não foi um policial bruto e machista que inverteu as condições de vítima e réu: foi uma delegada mulher. No da Uniban, quem embolou os personagens foi o conselho de uma entidade acadêmica, que foi criada e é regiamente paga para cuidar da educação (e da segurança) dos filhos alheios.
Se a delegada e a cúpula da escola são os primeiros e mais insensíveis algozes, para onde correr? A quem recorrer? O "mal" e o "bem" se embaralham cruelmente, e a vítima passa a ser cada vez mais vítima -na condição de ré.
PS - Por falar nisso, no Estado de Maluf e na capital de Pitta, quem é condenada e paga a conta é Luiza Erundina. É de rir ou de chorar?
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Universidade Taleban - Marta Suplicy
HÁ COISAS que assustam pelo seu inusitado ou inesperado.
Outras assustam porque, além de surpreendentes, são indicadoras de situações preocupantes. O caso da aluna Geisy, da Uniban, faz parte dessa segunda leva. Um vestido curto, um salto alto e um andar rebolado quase provocam o linchamento de uma estudante. Dias depois, a vítima é transformada em ré e quase acaba expulsa da universidade.
Uma moça põe um vestido ousado, talvez não exatamente próprio para quem vai assistir a uma aula. Teria uma festa depois? Não vem ao caso. A situação que merece análise é: Por que um vestido curto e um possível caminhar provocante suscitam a reação brutal sofrida pela moça? Outra indagação é: Por que uma universidade, que deveria ser um lugar de ensino, penaliza a jovem e vai na contramão do século que pretende instruir?
Vamos começar pelo que é "próprio" para ir à aula. É possível hoje dizer o que é moda? Ou o que é adequado para ir a este ou àquele lugar? Dá para restringir o que hoje se entende por expressão e extensão da personalidade da pessoa? Claro que não se espera que alguém vá de traje de banho... mas um vestido?
Não. Não foi a impropriedade da roupa, mas o desejo, o medo e a raiva que a roupa despertou -igualmente, mas por motivos diferentes- em homens e mulheres. A inveja e o reprimido provocaram a mesma reação.
O caso da universidade Taleban é complexo, na medida em que junta machismo máximo com burrice aguda. A decisão pela expulsão, mesmo que revogada, explica com extrema clareza a situação que nós mulheres ainda vivemos.
Uma simples pergunta evidencia o machismo: Seria essa a reação da universidade se se tratasse de um rapaz se vestindo de maneira "inadequada", com coxas à mostra ou dorso nu?
A burrice é que, se a universidade já havia pecado com o desleixo com a segurança da estudante, a primeira reação a tornou símbolo do atraso. Também financeiramente é um desastre para a instituição -quem vai querer estudar em tal lugar? Sem falar que, se o juiz não for do mesmo ramo Taleban, propiciará reparação financeira maior à aluna. Agora, com a expulsão revogada, é preciso esperar os próximos passos.
A universidade, negando seu papel educador e a princípio expulsando a aluna, "completara o serviço" dos estudantes. A violenta indignação da sociedade civil e das organizações de defesa das mulheres -estas com algum atraso- mostrou como parcela importante da população já tem a percepção da gravidade do que ocorreu.
Ficou evidenciado, e isso é o que indignou tantas pessoas, o quanto esse tipo de preconceito ainda está entranhado na sociedade. A agressão à jovem, a atitude da universidade Taleban, foi tudo muito assustador.
Sobrou um pseudoconsolo: aqueles que dizem que mulheres, nos dias de hoje, não têm mais do que reclamar ficarão caladinhos alguns dias. Poucos dias, pois o tamanho da montanha a ser escalada, como pudemos todos verificar, é enorme.
Não avançamos no número de mulheres na política -aliás, estamos entre os piores na América Latina. Continua a enorme desigualdade de salários para o mesmo trabalho e... quem é mulher tem sempre uma história para contar sobre o que ocorre no cotidiano, seja entre quatro paredes, seja na rua. E não são boas histórias.
A desqualificação da estudante, feita primeiro pelos seus pares e depois pela universidade, evidencia por que as mulheres têm tanta dificuldade em trilhar o caminho do poder, seja ele político, seja empresarial. Não é à toa que, no ranking das cem "Melhores & Maiores" empresas brasileiras publicado pela revista "Exame", nenhuma mulher ocupa o cargo de presidente.
Universidades como essa e desrespeito à liberdade da mulher produzem resultados que excluem mais da metade da população -o gênero feminino- dos seus direitos plenos.
Nós acreditamos que, assim como este é o século do Brasil, também é o século no qual as mulheres adquirirão, de fato e na prática, direitos iguais. Enquanto shows de autoritarismo continuarem a acontecer sem indignação da sociedade, será difícil atingir ambas as metas.
A reação da universidade diante da avalanche de repreensões e possíveis sanções deixa claro que a indignação e a reação públicas ainda conseguem mudar rumos.
Marta Suplicy foi prefeita da cidade de São Paulo pelo PT (2001-2004) e ministra do Turismo (2007-2008).
Uma simples pergunta evidencia o machismo:
a reação seria a mesma se
se tratasse de um rapaz
usando roupa "inadequada"?
Fonte: UOL
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Sartaris
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8:38 AM
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05 November 2009
Infernoton!
Finalmente consegui arrumar paciência para escrever no bloguinho. Na verdade nem sei se este seria um post para o NegraLuna ou para o Respira no Saquinho. Talvez seja post misto e por isso devo publicá-lo nos dois. O assunto hoje é: inferno astral e os nossos infernos cotidianos.
Estou no meu inferno astral (aquele período de 30 dias que antecede o seu aniversário) desde o dia 20/10. Até ai, matematicamente falando, tudo ok. Mas eu acho que a merda começou um pouquinho antes. Uns poucos dias antes. E de lá pra cá, a montanha russa não pára.
- Mudança de emprego: Essa é a única parte boa. Larguei o emprego passado, onde eu trabalhava demais, por horas e horas extras sem recebê-las, cercada de gente que não valorizava meu trabalho, sem perspectiva de crescimento e ganhando um salário de merda. Isso sem falar no adicional de insalubridade que eu merecia por ter de trabalhar com gente burra e incompetente. Dessa eu me livrei!
- Infecção urinária: Sim, até essa me aconteceu. Volta de férias na sexta. Na segunda fui visitar o pronto socorro praticamente chorando por causa da dor que essa tal causa. Bastante típico em quem volta de férias na praia, por toda a insalubridade do lugar.
- Vírus no computador: Sim. Mais uma novidade. Eu sempre tomo o maior cuidado com o meu PCzinho de casa. Essa foi a primeira vez em que peguei um vírus de computador que me fez pensar que tuuudo estaria perdido. Sorte que não estava.
- Ele não está tão a fim de você: Sim. Não sei dizer exatamente quem não está, até porque eu não estou tão de olho assim em ninguém específico, mas é aquela velha história. A carência aperta quando o tempo está mais frio.
- Grana presa na mão do governo: Na saída do trabalho, a pobrezinha da empresa que eu trabalhava disse que não poderia fazer um acordo comigo (tadinha, fatura só alguns milhares de reais por mês). Então meu FGTS vai ficar preso por três anos. Ou antes, se eu me casar.
- Insônia: Ah, minha grande companheira. Agora eu não só durmo tarde, como acordo cedo e ainda fico acordando tooooda hora durante a noite, apavorada. Ou seja, passo o dia exausta. Melhora um pouquinho a noite.
- Autoestima no ladrão: Como parei de correr devido a uma torção no pé, dei uma engordadinha de leve. Resultado? Juntou-se a isso o cansaço da insônia e bléum! Explodiu em sensação de estar feia, derrubada, etc.
Preciso respirar fundo e aguentar, que já já passa.... faltam poucos dias.
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Sartaris
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13 August 2009
Quando você encontra o amor da sua vida
Li esse texto na TPM de junho. E calou fundo. Acho que muita gente já se sentiu assim...
Você nunca sabe o dia em que vai encontrar o amor da sua vida. Por isso, nenhum aviso, premonição ou intuição me preparou para aquela noite fria de maio. Como já faz tempo que isso aconteceu, posso falar agora, em detalhes, sobre o momento que antecede o encontro com o amor de sua vida. Sobre os segundos que separam sua existência até ali do resto dela. Trata-se, entendam, de um tempo muito peculiar, medido em frações de segundos. Trata-se de uma fenda temporal, mais exatamente. Mas, se você ficar atento, conseguirá, depois que tudo passar, lembrar de cada um dos detalhes, como eu faço agora.
Quando você se encontra com o amor da sua vida você está em um restaurante da cidade esperando, com amigos, por uma mesa. De dentro do salão lotado o amor da sua vida vem andando na sua direção, muito sofisticadamente, vestido em um elegante casaco de couro, botas de salto muito alto, o cabelo – escuro, longo e brilhante – solto. Você fica completamente imóvel, vendo o amor da sua vida vir na sua direção.
O restaurante não é grande, mas o amor da sua vida está do outro lado do salão lotado, ainda vindo na sua direção. As pessoas que estão no restaurante, estranhamente, não se movem mais. Nem falam. O único ser que se move naquele lugar é o amor da sua vida. O único som é o do salto do amor da sua vida batendo no piso frio do restaurante. Se você reparar bem, o amor da sua vida se movimenta em câmera lenta. Talvez para que você consiga melhor registrar todas aquelas cores, sons e sensações. Você, ao contrário do resto das pessoas, consegue se mover. Mas você não quer se mover. Você quer simplesmente assistir ao amor da sua vida vindo em sua direção, completamente alheio ao fenômeno físico que paralisou o mundo naquele instante.
Em casa, na cama.
O amor da sua vida finalmente cruza o salão e chega até você. Diz alguma coisa, mas você não consegue entender porque está completamente abduzida por aquele exagero de beleza. Você se esforça para sacar pelo menos uma frase e percebe com algum esforço que o amor da sua vida está dando oi. E você entende que já tinha visto o amor da sua vida antes, entende que o amor da sua vida é uma amiga de amigos seus. E que ele está dizendo coisas sobre como gosta de ler o que você escreve. Em pânico, você intui que tudo na sua vida está prestes a mudar definitivamente.
O amor da sua vida dá um beijo no seu rosto e se afasta, talvez achando que, dada sua catatonice, você seja uma pessoa intelectualmente desacelerada. O amor da sua vida retorna para o outro lado do restaurante. As pessoas voltam a falar e a se movimentar. Você agora está fora da fenda, mas para sempre alterada.
Você senta para jantar, mas, em estado de abdução, já não consegue prestar atenção em nada. Você pede uma massa, uma taça de vinho, ainda tentando entender o que está sentindo. Tudo fica ainda mais estranho quando, de saída, o amor da sua vida passa pela mesa que você está e dá adeus com as mãos. Você não quer que o amor da sua vida vá embora, mas não sabe o que fazer. Então percebe que o universo talvez esteja a fim de ajudar quando alguém que está na mesa diz conhecer o amor da sua vida e a convida para sentar. O amor da sua vida puxa uma cadeira e senta bem ao seu lado. E você passa o jantar tentando parecer minimamente inteligente para, assim, apagar aquela primeira impressão. Mas a tarefa é árdua porque você só consegue pensar em ir para casa com o amor da sua vida. E em deitar com ele na mesma cama, fazer amor, comprar o café da manhã, o almoço e o jantar. Só consegue pensar em convidar o amor da sua vida para morar com você. Em viajar com ele, em ir ao cinema com ele, em acordar ao lado dele todos os dias do ano. O amor da sua vida ainda está falando e você, mentalmente, começa a despi-lo. O amor da sua vida dá um gole no vinho que alguém colocou ali sem saber que, dentro da sua cabeça, ela já está sem roupa, deitada na sua cama, dizendo que a ama.
O jantar termina sem que você saiba que o amor da sua vida vai telefonar no dia seguinte. E que será apenas dali a duas noites que vocês dormirão juntas, fazendo, como em seus sonhos, amor a noite inteira. O jantar termina sem que você saiba que, dentro de alguns dias, estará morando com o amor da sua vida, com quem terá conseguido atingir o raríssimo ponto de ter, em doses intensamente iguais, sonhos e memórias. Sem que você se dê conta de que não demorará muito para apresentar o amor da sua vida para toda a família, nem que, juntas, começarão a frequentar a casa de sua mãe – que até pouco tempo não engolia sua orientação sexual – semanalmente para jantar. E que o amor da sua vida vai comer o macarrão alho e óleo da sua mãe, e repetir, dizendo que aquele é o melhor macarrão que já comeu na vida. E que sua mãe, depois de tomar algumas taças de vinho, vai ter um acesso de riso na mesa e, com ele, provocar um acesso de riso no amor da sua vida.
O jantar termina sem que você entenda que foi em uma noite fria de maio que o amor da sua vida entrou em você, vestida em um casaco de couro e botas de salto, para nunca mais sair.
*A carioca Milly Lacombe, 41 anos, é jornalista. Seu e-mail: milly@trip.com.br
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03 June 2009
May 2009
Maio foi um mês prolífico. Eu me propus a fazer menos, coisas que eu fazia muito, e mais, coisas que tinha deixado de fazer.
Eu acho bom nos desafiarmos de quando em quando. Ficar sem beber, sem fumar, acordar mais cedo, não correr atrás, não esrtressar, caminhar e deixar o carro parado. Enfim, quebrar a rotina.
Por exemplo, fui no CCBB ver uma exposição. Nossa, milhares de anos que não ia lá ver uma exposição. Fui com a Aninha ver a Virada Russa e foi muito legal.
Comecei o mês em Sampa, na Virada Cultural, com Claire, Flavinha, Baruka, Zebú e outros amigos queridos. Andar a noite pelas ruas do centro de São Paulo foi uma experiencia maravilhosa, antológica e que vou repetir. Fora aquela multidão. Muito paulista, muito bom.
Também li um livro inteiro no feriado de 1 de maio. No embarque para Sampa eu comecei a ler "Uma estrada para a noite", que eu tinha ganhado do Pablitos no natal e que estava esperando para ser devorado. Bem, ele foi. Nacos por nacos, acabei o livro antes de estar de volta em Brasília na manhã de 4 de maio.
Outra proposta foi voltar ao cinema. Sempre amei cinema, a magia da sala escura e do telão. As legendas e pipocas. E era um hábito que eu havia simplesmente deixado de lado, assim, como um nuvem passageira vai e foi-se. Bem, me propus a retomar e lá fui eu. Aproveitei para ir sozinha, coisa que eu também gostava de fazer, normalmente nas maratonas cinéfilas na Academia de Tênis, das quais só eu participava, óbviamente.
Bem, comecei o mês vendo X-men origens: Wolverine. E terminei vendo "Anjos e Demônios". O primeiro valeu a pena, enquanto o segundo foi só perda de tempo e dinheiro. Tão fraco quanto "O Código da Vinci". E vi no pay-per-view "Ensaio sobre a cegueira", que foi muito bom.
Acabei o mês tentando acabar o volume dois do "Guia do Mochileiro das Galáxias", que na verdade se chama "O restaurante no fim do universo". Bem, tentei mas o mês acabou antes de eu acabar o livrinho. Tentei repetir o feito do começo de maio, quando embarquei lendo um e voltei sem ele, mas não foi possível.
Embarquei para o Rio no dia 30 de maio e comecei a ler o "Restaurante". Lí ele durante o final de semana, lí na volta, mas não consegui vencer.
Ah, sim, claro. Comecei o mês em Sampa e terminei no Rio. Fui encontrar meu pai, que estava passando uns dias lá. Depois de dois anos e uns 2 meses nos vimos de novo. Pouco tempo para matar todas as saudades, mas foi muito gostoso. Mesmo sendo no Rio. Fomos ao Jardim Botânico, ao Cristo e caminhamos no calçadão de Ipanema. Almoçamos feijoada e no Português, o restaurante favorito dele no Rio, eu acho. Foi perfect!
Agora viro a cabeça para olhar maio e fico feliz. Foi um mês muito massa, encantado como o maypole de Beltane. E volto meu olhar para junho, com feriadão ai e mais mochilas para serem arrumadas. Câmera na mão, idéias na cabeça e aqui vou eu!
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Sartaris
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30 April 2009
Uniões, solidão e Beltane...
Ah, Beltane! As fogueiras nos campos, as coroas de flores, uniões e paixões sendo celebradas. Tudo isso num dia lindo com céu estrelado e patati-patata.
E eu aqui enrolando porque não tive tempo de encontrar uma poesia de Beltane que escrevi tempos atrás. Anos atrás, devo dizer.
Eu comprei uma fita rosa para amarrar no may pole. Isso significa que para o próximo ano eu quero um amor amorzinho, um namoro, coisa assim, mais cor de rosa e menos vermelha (paixão). E por isso espero sinceramente que ano que vem eu tenha alguém para pular comigo a fogueira e celebrar o resto da noite, só eu e ele.
Mas por hoje eu vou celebrar minhas amizades com aqueles que estiverem ao meu lado lá, vou celebrar minhas novas amizades, meus novos amores, pular muita fogueira, dançar com a fitinha na mão, exibir minha maravilhosa coroa de flores e na hora de voltar para casa sozinha torcer para o que o Deus Azul do Amor me sequestre e me faça a Deusa dele esta noite.
Como um dia com foi Morgana, como um dia foi com tantas sacerdotizas, como um dia fui eu.
Que assim seja, que assim se faça!
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Sartaris
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08 April 2009
Frases só para diversão
VIVA! TEM FERIADO ESSA SEMANA!
Ahhh, semaninha com feriado na sexta muda totalmente meu humor. Apesar de não ir viajar
confesso que estou feliz e bem humorada.
Ai recebi um e-mail com frases e resolvi partilhar aqui. É bom para gastar nos botecos, churrascos e afins durante o feriadão!
1. 'O amor é como capim: você planta e ele cresce. Aí vem um cavalo e acaba com tudo.'
2. 'O novo e-mail do governo é: planalto@lheira.gov.br
3. 'Estamos numa época em que o Fim do Mundo não assusta tanto quanto Fim do Mês'
4. 'O homem é o único animal que consegue estabelecer uma relação amigável com as vítimas que ele pretende comer.'
5. 'Nunca fiz amigos bebendo leite'
6. 'Acho que estou com anorexia: Não estou comendo ninguém!'
7. Casamento é uma tragédia em dois atos: civil e religioso
8. Status é comprar uma coisa que você não quer, com um dinheiro que você não tem, para mostrar pra gente que você não gosta, uma pessoa que você não é.
9. Feliz é aquele que é tão bonito quanto a mãe acha que é. Tem tanto dinheiro quanto o filho dele acha que tem. Tem tantas mulheres quanto a mulher dele acha que ele tem. E é tão bom de cama como ele acha que é
10. 'Quem trabalha muito, erra muito. Quem trabalha pouco, erra pouco. Quem não trabalha não erra. E quem não erra... é promovido.'
11. 'Casamento é igual piscina gelada, depois que o primeiro babaca entra, fica falando para os outros:- Pula que a água tá boa.'12. 'Eu li que fumar fazia mal, então parei de fumar...
Li que comer gordura fazia mal, então parei de comer...
Li que beber fazia mal, então parei de LER...
13. 'Um cigarro encurta a vida em 2 minutos...
Uma garrafa de álcool encurta a vida em 4 minutos...
Um dia de trabalho encurta a vida em 8 horas'
14. 'Quem enxerga mais longe é o ginecologista... porque enxerga lá na
casa do caralho'
15. 'Se caminhar fosse bom para a saúde o carteiro seria imortal'
16. 'Se você é capaz de sorrir quanto tudo deu errado, é porque já descobriu em quem pôr a culpa.'
17. '90% do meu dinheiro eu gasto com bebida. Os outros 10% são do garçom'
18. 'Galileu, quando afirmou que o mundo girava ele simplesmente afirmou o que nós bêbados já sabiamos.'
19. 'Eu bebo pra ficar ruim mesmo...se fosse para ficar bom eu tomava remédio'.
20. 'Se não puder ajudar, atrapalhe, afinal o importante é participar.'
21. 'Errar é humano. Colocar a culpa em alguém é estratégico.'
22. ' Sexo é como truco, Se você não tem um bom parceiro, é melhor que tenha uma boa mão... '
23. 'Se o horário oficial é o de Brasília, por que a gente tem que trabalhar na segunda e na sexta?'
24. 'Errar é humano, persistir no erro é americano, acertar no alvo é muçulmano.'
25. 'Roubar idéias de uma pessoa é plágio... Roubar de várias é Monografia'
26. 'Nas horas difíceis da vida você deve levantar a cabeça, estufar o peito, e dizer de boca cheia: Agora fudeu...!!!'
27. 'Não te cases por dinheiro, podes conseguir um empréstimo bem mais barato.'
28. 'Casar é a metade do divertimento pelo dobro do preço'
29.' Há 2 palavras que abrem muitas portas: Puxe e empurre. '
30. 'Não há melhor momento do que hoje para deixar para amanhã o que você não vai fazer nunca' - THE BEST!!!! Minha filosofia!
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Sartaris
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02 April 2009
cartas de Savannah
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Sartaris
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03 March 2009
11 November 2008
Bebidas e as vertentes do Rock
Rock n' Roll: Pede qualquer coisa com alcool. Bebe até morrer sufocado no próprio vômito.
Heavy Metal: Cerveja. Bebe demais e se mantém firme.
Thrash Metal: Pede gasolina.
Power Metal: Pede uma poção mágica.
Viking Metal: Pede hidromel. Fica extremamente bêbado, mas não cai.
Black Metal: Pede sangue de uma virgem.
White Metal: Pede água benta. Afinal, álcool é pecado.
Grunge: Pede Veneno. Não é atendido e decide comprar uma arma.
Rock Progressivo: Pede uma batida. Bebe pouco.
Metal Progressivo: Pede uma batida com tudo que tem direito. Pede várias esperando uma que chegue à perfeição. Fica bêbado e se torna um chato.
Hard Rock: Pede Jack Daniels. Fica bêbado e sai jogando TVs pelas janelas de hotéis.
Gothic Rock: Pede uma taça de vinho e diz que pensa em se matar.
Gothic Metal: Pede uma garrafa de vinho e logo depois se mata.
Doom Metal: Acha o vinho ruim e se mata.
Emocore: Não sabe o que escolher e começa a chorar.
Hardcore: Pede uma smirnoff ice ou qualquer coisa fraca para dizer que bebe.
Punk Rock: Pede uma cachaça barata, para não alimentar o sistema.
Glam Rock: Pede qualquer coisa colorida e brilhante.
New Metal: Pede a bebida mais forte querendo dar uma de bonzão e cai no primeiro gole.
Indie Rock: Pede um refrigerante.
New Wave: Pede água.
Mugs Of Beer as Seen In Bally Hoo MagazineCelebrating The End Of Prohibition On December 5 1933 Fonte: www.corbis.com
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Sartaris
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31 October 2008
É Samhain again! Que bommm!
FELIZ SAMHAIN! FELIZ ANO NOVO!!!!
O Samhain (pronuncia-se "sou-en"), também chamado de Halloween, Hallowmas, Véspera de Todos os Sagrados, Véspera de Todos os Santos, Festival dos Mortos e Terceiro Festival da Colheita, é o mais importante dos oito Sabbats dos Bruxos. Como Halloween, é um dos mais conhecidos de todos os Sabbats fora da comunidade wiccana e o mais mal-interpretado e temido.
Samhain celebra o final do Verão, governado pela Deusa. (O nome Samhain significa "Final do Verão".)
Samhain é também o antigo Ano Novo celta / druida, o início da estação da cidra, um rito solene e o festival dos mortos. é o momento em que os espíritos dos seres amados e dos amigos já falecidos devem ser honrados. Houve uma época na história em que muitos acreditavam que era a noite em que os mortos retornavam para passear entre os vivos. A noite de Samhain é o momento ideal para fazer contato e receber mensagens do mundo dos espíritos.
A versão cristã do Samhain é o Dia de Todos os Santos (1o de novembro), que foi introduzido pelo Papa Bonifácio IV, no século VII, para substituir o festival pagão. O Dia dos Mortos (que cai a 2 de novembro) é outra adaptação cristã ao antigo Festival dos Mortos. é observado pela Igreja Católica Romana como um dia sagrado de preces pelas almas do purgatório.
Em várias regiões da Inglaterra acredita-se que os fantasmas de todas as pessoas destinadas a morrer naquele ano podem ser vistos andando entre as sepulturas à meia-noite de Samhain. Pensava-se que alguns fantasmas tinham natureza má e, para proteção, faziam-se lanternas de abóboras com faces horrendas e iluminadas, que eram carregadas como lanternas para afastar os espíritos malévolos. Na Escócia, as tradicionais lanternas Hallows eram esculpidas em nabos.
Um antigo costume de Samhain na Bélgica era o preparo de "Bolos para os Mortos" especiais (bolos ou bolinhos brancos e pequenos). Comia-se um bolo para cada espírito de acordo com a crença de que quanto mais bolos alguém comesse, mais os mortos o abençoariam.
Outro antigo costume de Samhain era acender um fogo no forno de casa, que deveria queimar continuamente até o primeiro dia da Primavera seguinte. Eram também acesas, ao pôr-do-sol, grandes fogueiras no cume dos morros em honra aos antigos deuses e deusas, e para guiar as almas dos mortos aos seus parentes.
Era no Samhain que os druidas marcavam o seu gado e acasalavam as ovelhas para a Primavera seguinte. O excesso da criação era sacrificado às deidades da fertilidade, e queimavam-se efígies de vime de pessoas e cavalos, como oferendas sacrificiais. Diz-se que acender uma vela de cor laranja à meia-noite no Samhain e deixá-la queimar até o nascer do sol traz boa sorte; entretanto, de acordo com uma lenda antiga, a má sorte cairá sobre todo aquele que fizer pão nesse dia ou viajar após o pôr-do-sol.
As artes divinatórias, como a observação de bola de cristal e o jogo de runas, na noite mágica de Samhain, são tradições wiccanas, assim como ficar diante de um espelho e fazer um pedido secreto.
Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat Samhain são maçãs, tortas de abóbora, avelãs, Bolos para os Mortos, milho, sonhos e bolos de amoras silvestres, cerveja, sidra e chás de ervas.
Incensos: maçã, heliotropo, menta, noz-moscada e sálvia.
Cores das velas: preta, laranja.
Pedras preciosas sagradas: todas as pedras negras, especialmente azeviche, obsidiana e ônix.
Ervas ritualísticas tradicionais: bolotas, giesta, maçãs beladona, dictamo, fetos, linho, fumária, urze, verbasco, folhas do carvalho, abóboras, sálvia e palha.
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Sartaris
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30 October 2008
Um pouco de Eloá a cada dia...
Semana passada o Brasil acompanhou de perto o seqüestro que culminou com a morte de Eloá. Uma Adolescente de apenas 15 anos de idade, que morreu por que decidiu não reatar o namoro com Lindemberg.
A tragédia anunciada se transformou numa briga pela audiência da imprensa televisiva e escrita, que em nenhum momento, ao longo da sensacionalista cobertura do "caso Eloá" a imprensa classificou como mais um caso de Violência contra as Mulheres, que estava preste a entrar na contagem dos homicídios sofridos por mulheres que resolvem não reatar os namoros, casamentos. Será que não se reconheceu como violência contra as mulheres, pelo fato dela só ter 15anos?
Lindenberg passou a ser o centro de atenção de todos e de todas e mais uma vez uma atitude extrema de machismo é levada para o plano da patologia. O ciúme, a posse e a honra ganham o nome de "amor" de decepção amorosa, em que Eloá de Vítima passa a ser quase tratada como algoz, na boca de análises de psicólogas colocadas no ar "Se ela tivesse aceitado dialogar, nada disso teria acontecido".
Pelo contrário, o algoz de Eloá e Naiara, a todo instante era enaltecido: Qual o perfil de Linderberg? Bom rapaz, trabalhador, amigo de todos, "era apenas um pouco ciumento". E se chegou a este extremo é porque possui alguma patologia, dizia outro psiquiatra. Como reconhecemos as características desta patologia que uma pessoa carrega para cometer um crime como esse? Pergunta feita por apresentadores de programas televisivas.
Patologia? Ou ele não agüentou "perder" o controle que queria ter da vida de Eloá? Ou sentiu a sua "honra maculada" por que Eloá,não queria continuar o namoro que ele próprio terminara?
O que acompanhamos foi estarrecedor e nos mostrou como ainda é tratada no Brasil a violência contra as mulheres. O que nós feministas chamamos de "posse" arraigada na cultura machista, a imprensa chama de decepção amorosa. O que se reconheceu foi "a legítima dor de amor dele por Eloá", numa tentativa forçada de transformar um seqüestro em novela, de proteger um criminoso que atentava contra a vida de uma mulher indefesa, de romantizar um crime.
Resguardado por sua dor, Lindembergue foi capaz de torturá-la por horas a fio, de adiar um desfecho previsto e planejado para exaltar-se diante de seu sofrimento, contínuo, prolongado e, graças às tecnologias da comunicação ,teve público.
Sim, a agonia da menina de 15 anos foi transmitida ao vivo,entrecortada por flashes e entrevistas pungentes de programas de auditório sensacionalistas. Os mesmos que enaltecem a carreira ascendente de ex-participantes de reality shows e celebridades com alcunha de fruta ou legume.
Linderberg era a estrela do momento, dono total da situação em que duas vidas (Eloá e Naiara) corriam um risco real. E Linderberg perguntava: Qual é o canal de televisão que está me entrevistando? Este é realmente o papel da mídia, aconselhar o seqüestrador? Será que se Eloá fosse de uma família de posses, o tratamento sensacionalista em que a vida dela estava em risco teria sido o mesmo? Questões para refletirmos diariamente.
A mesma mídia, agora, faz outro tipo de sensacionalismo com a doação de órgãos, tentando transformar Eloá em Santa. Assim, desconsideram mais uma vez o absurdo de sua morte. E desconsideram que nós, mulheres, não queremos ser santas. Nós, mulheres, queremos viver. E viver com autonomia, com liberdade.
Acompanhamos,ao longo de toda a trama televisionada a uma sutil (e branda) retomada do velho e gasto argumento da "violenta emoção". Tão em voga nos anos 70. O mesmo que levou Doca Street a atirar no rosto de Angela Diniz. Sim, as dores de"amor" matam, ou melhor dizendo, a dor da rejeição da perda da posse, mata. E já o fizeram, por muito tempo, impunemente. Não foi à toa que o slogan"Quem ama não mata" ganhou cartazes e ruas há mais de duas décadas e continua tão presente nos nossos dias.
Tiro no rosto, tiro na virilha, que isso significa? Por que quase sempre essas são as partes do corpo escolhidos nos casos de homicídios nas relações afetivo-conjugal? Podemos pensar que no caso da rejeição e da perda do ser amado", os homens impulsionados pelas marcas de uma cultura sexista e patriarcal, tem que aniquilar as possibilidades de realizar o prazer e o desejo do outro.
Não podemos deixar de assinalar também o papel desastroso da polícia, que teve um empenho total na garantia da vida do assassino. A polícia se condescendeu com o algoz e entregou à ele a vida das duas meninas. A todo tempo, o comandante da operação manifestava preocupação em que Linderbegue não estragasse sua vida, em detrimento das duas vidas das mulheres. Afinal de contas o bom moço não tinha antecedentes, era uma ótima pessoa e estava apenas sofrendo de uma decepção amorosa. Qual era a negociação de Linderbergue? A vida de Eloá.
Não é por acaso que o Brasil possui uma Lei que pune crimes de violência doméstica, que, aliás, traz o nome de uma mulher vítima desta mesma sorte de "amor", sendo alvo de duas tentativas de assassinato cometidas pelo então marido. Uma história tristemente comum, que, talvez, se distinga apenas porque Maria da Penha, sim, conseguiu sobreviver.
Mas, muitas não tiveram e não tem a mesma sorte. Eloás, Vandas, Angelas, Rosângelas, Mirians, Reginas, Robertas, Marias.Morreram e morrem indefesas, dentro de suas próprias casas, agredidas, surradas e humilhadas por aqueles que, sob o pretexto do amor, disciplinam aqueles corpos sobre os quais acreditam ter direitos.
Isto acontece porque vivemos numa sociedade que ainda concebe que, se um homem alega amar uma mulher, ou se tiveram ou tem algum acerto de conjugalidade, isto lhe dá direitos sobre a vida dela.
Em nome de uma suposta "honra" masculina, que, quando ameaçada, insurge ensandecida, a ponto de humilhar, ferir e matar aquela que decidiu romper e não reatar a relação.
Quem torceu pelo amor de Lindembergue, quem acreditou que ele pudesse sair daquele prédio de mãos dadas com a ex-namorada esqueceu ou reforçou o tipo de cultura em que vivemos.
Quem tratou aquele drama passional como se não tivéssemos, neste país, de forma gritante, e em todo planeta, uma numerosa estatística de crimes de honra ajudou a puxar o gatilho. Que conclusão podemos chegar? O Machismo Mata.
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07 October 2008
um causo em Santiago
Depois de andar por várias ruas do bairro de providencia, em Santiago, procurando um barzinho, as duas brasileiras entram em um pub, com toda a cara e estilo de pub. As duas sentam no balcao e estao conversando em alto e bom portugues. Eis que se aproxima uma figura e diz, tambem em alto e bom portugues: - perguntar oque?
Pronto. De todos os bares de Santiago a dupla vai parar num pub vazio e ainda por cima encontra um carioca maluco do Rio que veio para um encontro de poesia. O tal poeta era completamente maluco.
Eis que chega a vez dele de recitar a poesia no palquinho, para outros participantes do encontro.
As duas brasileiras param para ouvir o poeta doido da gema. E lá vai:
"Je ve con os olhos,
Je suis cídio
Je ponto Je"
Niilista pouco é bobagem.
E as duas brasileiras cairam na gargalhada.
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8:23 PM
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16 July 2008
Na correria..... no mau sentido!
Exigências da vida moderna
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Sartaris
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15 July 2008
Na correria..... no bom sentido!

Eu nunca fui muito chegada em atividades físicas. Sim, gostava de jogar queimada, basquete e handebol, mas isso parece que ficou para as aulinhas de Educação Física, lá no ginásio ou primário (sim, sou da época do ginásio!!)
Mas faz um tempo que descobri uma atividade física que eu gosto - caminhar e correr. Eu costumo dizer que posso passar o dia todo andando. E digo isso porque quando estou viajando é isso mesmo que eu faço.
Enfim, feliz da vida com o caminhar, resolvi acelerar um pouco mais e comecei a correr. Eram 5 minutos, depois 10, depois 15 e por ai em diante, pretendo chegar na 1 hora de correria. HOJE consigo correr 30 minutos. E estou feliz da vida.
Papo de atleta? Não mesmo. Qualquer pessoa que me conhece ao vivo e a cores sabe que a cerveja é minha companheira e traz ao seu lado o cigarro. Mas não deixei as ressacas e a eterna preguiça me vencerem. Eu gosto é de superar os limites, treinar para aumentar um pouco mais de cada vez a quantidade de tempo que gasto correndo. E haja alongamento depois!
Abaixo, algumas razões apontadas por um personal trainer para corrermos. No bom sentido!
1. Coração: a corrida exige que o coração aumente o fluxo de sangue para todo o corpo. As fibras do músculo se fortalecem e a cavidade aumenta. Há uma hipertrofia excêntrica do miocárdio (alteração na parede e na cavidade do ventrículo esquerdo) melhorando a ejeção sanguínea. Desta forma o coração bombeia mais sangue com menos batidas, se tornando mais eficiente. Com o aumento da circulação sangüínea pelo corpo, cresce a entrada de oxigênio nos tecidos.
2. Pulmões: correr faz com que o volume de ar inspirado seja maior, aumentando a sua capacidade de respiração. Há também um aumento da quantidade de oxigênio absorvido do ar atmosférico.
3. Ossos: estimula a formação de massa óssea, aumentando a densidade óssea evitando problemas como a osteoporose.
4. Pressão arterial: correr estimula a vasodilatação, o que reduz a resistência para a circulação de sangue. Uma maneira de diminuir a sua pressão é trabalhando a velocidade em terrenos plano. TESTEI E COMPROVEI!
5. Cérebro: aumenta os níveis de serotonina, neurotransmissor que regula o sono e o apetite. Em baixas quantidades, essa substância está associada ao surgimento de problemas como a depressão.TESTEI E COMPROVEI!
6. Peso: quanto maior a intensidade do exercício maior a queima calórica e de gordura. A corrida ajuda a gastar muitas calorias, favorecendo a perda ou manutenção do seu peso. Em uma hora de treino, um atleta chega a queimar até 950 calorias. EM TESTE!
7. Colesterol: diminui os níveis de LDL (colesterol "ruim"). Corredores de longas distâncias têm o nível mais alto de HDL (colesterol bom ), encarregado de transportar os ácidos graxos no sangue e de evitar o seu depósito nas artérias. TESTEI E COMPROVEI!
8. Estresse: com a corrida, há liberação do hormônio cortisol, aliviando o estresse e a ansiedade.TESTEI E COMPROVEI!
9. Sono: fazer atividade física, melhora a qualidade de sono. Correr faz a pessoa dormir melhor. Após o exercício, o corpo libera endorfina, substância que provoca a sensação de bem-estar e ajuda a relaxar. TESTEI E COMPROVEI!
10. Músculos: a corrida ajuda a melhorar a resistência muscular e também queima a gordura dos tecidos musculares, deixando-os mais fortes e definidos.
11. Rins: com o aumento da circulação, há também uma melhora da função dos rins, que filtram o sangue e reduzem o número de substâncias tóxicas que circulam pelo corpo.
12. Articulações: correr torna a cartilagem das articulações mais espessa, o que protege melhor essas regiões tão frágeis do nosso corpo.
13. Aumenta a libido: após 30 minutos de corrida, há um aumento da testosterona que permanece assim, por mais uma hora aproximadamente. No caso das mulheres, também há um aumento dos hormônios relacionados ao desejo, além de aumentar a auto-confiança.
O que eu acho maravilhoso da correria, no bom sentido, é que você faz na hora que quer e pode, da forma que quer e pode. É um momento seu, para você mesm@. Pegue seu tênis e pernas para que te quero!
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Sartaris
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27 May 2008
"Mulheres são burras"...

É o que diz o idiota do Diretor do Departamento Penitenciário. Mas olhando bem, pensando não só nas estatísticas que a matéria traz, mas também nas referentes aos crimes pelos quais as presas foram condenadas, bem... Vamos dizer que a mulherada não está acertando muito não... Fazer oque? A sociedade fica enfurnando na cabeça o dispositivo o tempo todo, tanto o sexual quanto o amoroso. É difícil não cair na tentação de ser padrão. E depois, exclusão. Fora as outras várias formas de prisão a que somos submetidas todos os dias.
Fonte: Folha de São Paulo - Sucursal de Brasília
Diretor do Depen (Departamento Penitenciário Nacional), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, Maurício Kuehne culpa as próprias mulheres pelo fato de 62% das presas do país não receberem nenhum tipo de visita social.
"Vou usar uma explicação simplista e que me perdoem as mulheres: é que as mulheres são burras", disse Kuehne, ao ser questionado pela Folha se há uma explicação para esse percentual.
"Elas [mulheres] vão visitar os homens [presos], mas, quando elas são encarceradas, os homens não vão visitá-las. É uma questão de cultura machista", completou.
Segundo o diretor do Depen, o baixo índice de visitação nos estabelecimentos para mulheres influencia diretamente no dia-a-dia do estabelecimento. "Influencia, porque a pessoa que não tem essa relação familiar, sua agressividade vai cada vez mais se acentuando. E a dele também, o homem agressivo nos estabelecimentos penais é justamente por conta disso, de não ter o apoio familiar."
Segundo ele, 80% dos homens presos recebem visitas sociais. "Os que não recebem é porque a penitenciária é distante, e a família não tem recursos [para o deslocamento]."
(...)
Para a juíza Dora Martins, presidente do conselho-executivo da AJD (Associação Juízes para a Democracia), algumas burocracias também têm dificultado as visitas sociais às mulheres, como a exigência, em alguns estabelecimentos, de que as crianças estejam acompanhadas por aquele que tem a sua guarda. Um simples familiar, por exemplo, às vezes não é suficiente.
"Num domingo, na porta de uma penitenciária masculina e de uma feminina, você já percebe essa diferença. É um corte de gênero. Mas dentro da administração [penitenciária] há uma série de impedimentos. Elas [presas] se queixam de não receber a visita das crianças [filhos]", afirma a juíza Martins.
Um raio-X nos estabelecimentos penais femininos do país revela que 62% das mulheres presas não recebem visitas sociais. O isolamento é ainda mais nítido em visitas íntimas: apenas 9% das presas recebem esse tipo de visita. Segundo o governo federal, o quadro nos estabelecimentos penais masculinos é bem diferente. Neles, o índice de presos que não recebem visitas sociais é de 20% -uma diferença de quase 70% em relação às mulheres presas.
Os dados sobre as mulheres encarceradas constam de recente levantamento do Depen "Mulheres Encarceradas - Diagnóstico da Realidade", hoje, 70% dos estabelecimentos penais (mistos ou exclusivos de mulheres) no país permitem a visita íntima.
"A visita íntima ainda passa pelo preconceito, por ainda termos uma sociedade muito machista. O homem talvez se sinta envergonhado de visitar a mulher e ter com ela um relacionamento íntimo na prisão, enquanto as mulheres vão [aos presídios] e se casam com os homens", afirma a juíza Dora Martins, presidente do conselho executivo da AJD (Associação Juízes para a Democracia).
"Quando a mulher entra no presídio, é mais ou menos como assinar um divórcio. Os homens não são tão fiéis como as mulheres", diz o padre Günter Zgudic, coordenador da Pastoral Carcerária Nacional.
Há, hoje, cerca de 27 mil presas no Brasil, distribuídas em 508 estabelecimentos penais, sendo 58 deles exclusivos para as mulheres. Na maioria dos estabelecimentos, a situação é precária: só 27% deles contam com celas especiais para o isolamento da presa (o chamado "seguro") -como o ocupado, hoje, por Anna Carolina Jatobá na penitenciária feminina de Tremembé (interior de SP).
Ainda segundo o relatório do Depen obtido pela Folha, 35% dos estabelecimentos com mulheres têm médico de plantão; 25%, atividades educacionais; 19%, berçário; e 16%, creches.
"Lamentavelmente, não há a observância da Lei de Execução Penal, e os Estados, parece, fazem questão de ignorá-la. Os estabelecimentos penais, como regra, não são dotados dos requisitos contidos na lei", afirma o diretor do Depen, Maurício Kuehne. "O quadro, como um todo, é triste. Chegamos a um ponto em que o quadro atual não pode persistir, precisa ser melhorado."
O que acontece muitas vezes, segundo o governo, é que presídios construídos para homens são desativados e, depois, transformados em locais para abrigar mulheres -ou seja, sem a estrutura adequada às necessidades femininas.
"O quadro é caótico. As mulheres [presas] são afastadas dos filhos. A maioria das unidades prisionais aparta a criança da mãe como um bicho da fêmea. Essa criança é colocada num abrigo, e a mãe nem sabe onde ela está", diz Elisabete Pereira, diretora da Subsecretaria de Articulação Institucional e Ações Temáticas da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. "Não há tempo de preparar a separação ou para que a mãe acione alguém da família para assumir essa criança."
O levantamento do Depen também identificou um perfil das mulheres presas semelhante ao dos presos: 60% delas são negras (contra 55% dos homens e de 49% da população total negra do país), 27% têm entre 18 anos e 24 anos (contra 31% dos homens) e 44% possuem o ensino fundamental incompleto (40% dos homens).
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Sartaris
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15 May 2008
Sonhar é padecer no paraiso.

Em homenagem ao sonho que eu tive hoje a noite. Infelizmente, ao acordar, tive que me deparar com a realidade crua e fria. Bah!
Dream Catch Me - Newton Faulkner
Every time
I close my eyes... it's you
And I know now
who I am
Yeah yeah yeah
And I know now
There's a place I go when I'm alone
Do anything I want, be anyone I wanna be
But it is us I see
And I cannot believe I'm falling
That's where I'm going, where are you going
Hold it close, won't let this go
Dream catch me yeah
Dream catch me when I fall
Or else I won't come back at all
You do so much
But you don't know... it's true
And I know now who I am
Yeah yeah yeah
And I know now
There's a place I go when I'm alone
Do anything I want, be anyone I wanna be
But it is us I see
And I cannot believe I'm falling
That's where I'm going, where are you going
Hold it close, won't let this go
Dream catch me yeah
Dream catch me when I fall
Or else I won't come back at all
See you as a mountain
a fountain of God
See you as a descant soul
in the setting sun
you as a sound just as silent as none
I'm yours
There's a place I go when I'm alone
Do anything I want, be anyone I wanna be
But it is us I see
And I cannot believe I'm falling
There's a place I go when I'm alone
Do anything I want, be anyone I wanna be
But it is us I see
And I cannot believe I'm falling
That's where I'm going, where are you going
Hold it close, won't let this go
Dream catch me, yeah
Dream catch me when I fall
Or else I won't come back at all
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10:47 AM
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06 April 2008
Declaração de Intenções
Às minhas pessoas amadas e meus amigos queridos.
Pessoas importantes da minha vida, aqui escrevo agora minha mais humilde declaração de intenções. Intenções essas que eu pretendo cumprir até o último fio das minhas faculdades mentais.
É minha intenção ser estupidamente feliz, afinal estou neste planetinha para viver assim, feliz, não importa o quanto eu chore ou sofra, me comprometo a ser feliz. Me comprometo a não deixar a minha gargalhada escandalosa ser silenciada por outrem que não eu. Aliás, nem mesmo por mim. Minha gargalhada me liberta e por isso ela nunca será silenciada.
Também é de minha intenção não ter medo, salvo de aranhas e sapos e algumas almas penadas. Mas basicamente é minha intenção não temer o frio, o calor, chuvas torrenciais, inundações de lágrimas, situações de medo, grandes alturas e mergulhos profundos. Pretendo não temer o novo nem o velho, e não tendo medo, pretendo encarar todos os desafios de cabeça erguida. Mesmo se for para admitir que falhei. Aliás, tenho muito medo disso.
É minha intenção amar. Amar vocês eternamente e por todo o sempre e carregar os nossos melhores e piores momentos. Também quero amar outrem novamente e me dedicar de corpo, alma e história a esse amor. Não quero nunca perder a alegria de dormir e acordar junto, de outra escova de dente no copinho e mais de um travesseiro na minha cama, ainda que eu mesma durma com 4.
É de minha intenção estar on-line sempre que possivel, seja em cyber cafés, em computadores emprestados ou meramente por sms. Mas me comprometo a estar contactável por qualquer um de vocês aqui ou lá, não importa o sistema tecnológico que usemos.
Me comprometo assim, então, a ser autêntica e sincera, ser eu e tudo o que vocês me deram para viajar pela existência, prosseguir e retornar, e ser sempre todas as multiplicidades que conheço. Quero ser coerente e improvável, quero ser eu e vocês e quero mais que nada, construir a minha felicidade pautada por todos os valores que me alimentam, pelo sorriso e pela risada, pelas conversas sérias repletas de conceitos e pelas viagens descompromissadas que temos agora e então.
E para tanto, é minha intenção nunca deixar de ouvi-los. Minhas pessoas amadas e meus amigos queridos. A quem envio esta humilde declaração de intenções.
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Sartaris
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27 March 2008
Razões porque Juno é um filmaço
Este post foi gestado durante pouco mais de uma semana. Mas foram os dias necessários para eu não aguentar mais de vontade de falar que JUNO é um filmaço!
Eu não vou fazer uma listinha, porque ai eu estaria indo contra o espírito do filme.
Enfim, Juno é a história de uma menina de 16 anos bem classe média-baixa americana que descobre que está grávida. Ok. Isso é o que você lê em qualquer revista, blog, jornal sobre o filme. E depois dessa linha, nada é como você achava que seria.
E essa é umas das razões porque Juno é um filmaço. O que você imagina ai que vai acontecer quando ela contar para o cara que está grávida? E para a melhor amiga? E para os pais dela? E durante o tempo que ela está gestando e vai para escola? Juno é um filmaço porque aquelas idéinhas idealizadas sobres garotinhas classe média que ficam grávidas não rolam. NADA daquela demagogia, da babaquice pró-vida ou pró-aborto, nenhum nenhenhém sobre “VOCÊ VAI TER FILHO”, “VOCÊ VAI SER MÃE”. Uma delicia.
Eu me identifiquei imensamente com a Juno. Aliás, se vocês têm dúvidas de como eu era com 16 anos, é só ver o filme de novo. Não só a coisa de externa, mas as coisas internas também. A forma de pensar nos momentos de pressão, de tentar resolver as coisas da forma mais simples possível, o que em muitos momentos exige mais maturidade que nós temos com 16 anos. Até a coisa de catar coisas na rua.
Ela tem o meu jeitão de me vestir, andava com a turma, andava sozinha, andava com minha amiga. Ficava imaginando situações enquanto olhava as pessoas nos corredores da escola e ainda era apaixonada por uma cara meio esquisitão que tocava violão. Aekaekekak EU, EU, EU! E como ela, eu adorava (ainda adoro) rock and roll.
E chegamos em mais um ponto positivo de Juno. A trilha sonora. Desde os primeiros segundos do filme, a música colabora para criar o clima de este é um filme sobre jovens, e sobre (porque não) a SUA juventude, sobre ser adolescente com um problemão, sobre como os amigos são fundamentais nessa idade, sobre caminhar pela rua tomando suco.
Baixem a trilha sonora de Juno AQUI e se deliciem. E se ainda não assistiram... bem, estão esperando o que?
E tenha um ótimo filme.
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Sartaris
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4:46 PM
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