30 April 2007

As sete coisas que.......

Fui convidada pela Magie para participar da brincadeira, então lá vai...

Sete coisas que eu tenho que fazer antes de morrer:
1. Viajar o mundo todo
2. Saltar de bungee jump de uma ponte beem alta
3. Tocar bateria
4. Andar de Skate
5. Curso de mergulho
6. Curso de vinhos
7. Abrir uma ONG

Sete coisas que eu mais digo:
1. É vero!
2. Capaz!
3. Minha Deusa!
4. Caralho...
5. Qual a boa?
6. Bancorbrás Bom dia.
7. Cerveja

Sete coisas que eu faço bem:
1. escrever
2. dissimular
3. Ouvir as pessoas
4. Dar conselhos
5. Tomar cerveja
6. Cozinhar
7. Deixar tudo para última hora

Sete coisas que eu não faço:
1. Trair
2. Qualquer coisa com antecedência
3. Maltratar animais
4. Rezar para Deus/Jesus (Qualquer coisa cristã)
5. Comer fruta
6. Me meter onde não sou chamada
7. Me assujeitar

Sete coisas que me encantam:
1. Rock and Roll
2. Lugares bonitos
3. Feminismos
4. Conversar com pessoas inteligentes
5. Histórias de vida interessantes
6. Museus
7. Propagandas inteligentes

Sete coisas que eu odeio:
1. Moralismo
2. Hipocrisia
3. Machismo/misoginia
4. Mentira/falsidade/traição
5. Chantagem emocional
6. Guardador de carro
7. Mulheres assujeitadas

Sete pessoas para fazer o teste:
Ihh... vou pensar....

Happy Beltane´s Day!


Todos os dias 30 de abril são especialmente queridos para mim, porque é o dia de Beltane, o sabbat mais alegre, mais florido e mais legal da roda do ano. Para quem já leu as Brumas de Avalon é fácil relembrar das fogueiras acesas no campo e das fugidinhas que Morgana dava para comemorar com Ácolon esse dia especial.

Pela mitologia, Beltane é o Sabbat onde a Deusa e o Deus se encontram, jovens e cheios de amor e de prazer. Nos campos recém plantados, a fertilidade da Terra é abençoada pelo grande casamento dos Deuses.

Os participantes usam coroas de flores (mulheres) ou de folhas (homens). Ficam todos parecendo fadinhas e fadinhos, vestidos de verde ou vermelho, que são as cores de Beltane. São acesas duas fogueiras - "fogos gêmeos" - entre as quais as pessoas passam para se abençoarem ou pulam com pessoas queridas, para permanecerem juntas por mais um ano e um dia.

Depois, há a tradicional "dança do MayPole" (Mastro de Maio). A energia do Grande Casamento é capaz de fertilizar nossas vidas e projetos, assim, no alto do mastro ficam presas fitas coloridas, da cor do que cada um quer que seja próspero na próxima roda. Aí todos dançam ao som de músicas alegres e vão entrelaçando as fitas e enrolando-as no mastro.

Nessa noite abençoada, devem ser feitas oferendas ao Povo das Fadas (povo pequeno), deixando doces e maçãs em um jardim, pois os portais para o Mundo das Fadas estão abertos.

SUSSURROS DE BELTANE

Duas vezes em uma Roda os Portais se abrirão
Em Samhain para os que foram,
Em Beltane para os que virão...
E nesta noite mágica, em que os fogos gêmeos queimam
Apressem-se, silenciem, e deixemos que os Deuses venham...

(Mavesper Cy Ceridwen)

05 April 2007

Palavruras

Eu acho engraçada essa minha (nossa) língua portuguesa. Tem umas palavras que são mais palavruras. Veja esse exemplo:

Reimoso - adjetivo 1 - que prejudica a saúde Ex.: a carne de bagre é r.
2 - capaz de causar pruridos; 3 - que tem maus bofes.
Eu sempre fiquei intrigada... quando alguém falava que tal coisa é "reimosa" eu nunca entendia ao certo o que diabos queria dizer aquilo... Será que era sobre a textura da coisa? A consistência da coisa? A constituição da coisa? Mas que coisa!

Agora aprendi...


E você? Tem alguma palavrura para contar?

08 March 2007

Será que temos o que comemorar?



Os artigos abaixo foram publicados na Folha de São Paulo.


VÁRIOS EVENTOS que se encadearam ao longo do último ano levam a perguntar se as mulheres brasileiras têm realmente o que celebrar hoje, Dia Internacional da Mulher. Tanto no plano público quanto no privado, se encontram comprometidas as alegrias das vitórias conquistadas a partir daquela marcha de mulheres trabalhadoras na luta pela limitação das jornadas de 12 horas nos teares de Nova York, há exatamente 150 anos. Principalmente, seqüestra o brilho da data o luto carregado por tantas mães, irmãs e filhas que perderam entes queridos em conseqüência da violência que se tornou rotineira nos noticiários dos últimos 12 meses.

Não há festejo que faça esquecer a dor da perda violenta de um familiar, ainda mais se filho ou filha, como também não faz sentido ver a família submetida a agressões cotidianas que, se não tiram a vida da vítima, a incapacitam de modo definitivo. Esse luto é agravado pela falta de sentido dessas mortes e agressões, uma vez que tais tragédias, por mais abomináveis que pareçam, perderão a grandeza em pouco tempo, devido não só à ocorrência de outros atos que as suplantarão em horror mas também à impunidade de seus autores.
A falta de punição não é só para a violência. Vai além: parece não haver sanção para as irregularidades praticadas em todas as instâncias públicas. Em meio à impunidade, que padrões éticos e morais empregar na educação dos filhos, se o exemplo é fundamental na formação do caráter? Mulheres têm apreço à educação, uma vez que foi graças a ela que tiveram acesso à vida emancipada.

(...)

Por outro lado, o conhecimento médico descobriu que nossos corpos diferem estruturalmente dos masculinos, e não apenas pelo aparelho reprodutor. Hoje, fala-se em medicina de gênero, o que certamente trará descobertas positivas para as mulheres, implicando aumento da expectativa de vida, já maior que a masculina. Viveremos muito mais, mas ocultando paradoxalmente nossas idades, uma vez que a sociedade -nela incluído o mercado de trabalho- exige aparências eternamente jovens. Os padrões são tão idealizados que até as mais jovens têm problemas, sacrificando a vida em nome de cânones estéticos impostos, como comprovam as mortes das jovens por anorexia no decorrer do ano passado.

(...)

EUGENIA ZERBINI, 53, advogada, mestre e doutora em direito, é escritora, autora do romance "As Netas da Ema" (vencedor do Prêmio Sesc de Literatura 2004).

EU SOU FEMINISTA RADICAL




(...)

Assim é a história de muitas mulheres. Sofrimentos, injustiças, reclamações jamais proferidas ou ouvidas. Sem amparo, sem ajuda, sem respeito, sem amor, sem dinheiro. Pena que não tenham todas saído para a rua, seguidas de seus filhos, seus cachorros, seus bens mais preciosos, gritando impropérios contra a desigualdade social, racial, sentimental, estrutural.

(...)
Embora as mulheres tenham conseguido avançar bastante na conquista de seus direitos, muitas ainda são espancadas dentro da própria casa, estupradas por pais, padrastos, irmãos e tios, assassinadas por maridos, ex-maridos, ex-namorados, desrespeitadas no local de trabalho, humilhadas dentro e fora da família. E tudo acontece em silêncio, quase sem reclamação. Faltam direitos, como o controle do próprio corpo, equipamentos sociais de amparo à maternidade, salários dignos e equiparados aos dos homens e participação proporcional nas instâncias de poder. (...)


LUIZA NAGIB ELUF é procuradora de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo. Foi secretária nacional dos Direitos da Cidadania do Ministério da Justiça (governo Fernando Henrique Cardoso).


03 February 2007

Para Savannah....



Para Savannah.... Sempre ela.... São palavras da Anaïs Nin, no livro "A casa do incesto".

"Vejo em mim duas mulheres bizarramente ligadas uma à outra como gémeos de circo.
Vejo-as arrancarem-se uma da outra. Consigo mesmo ouvir o rasgão, a ira e o Amor, a paixão e o sofrimento.
Quando esse ato-deslocação de repente pára - ou quando deixo de ter consciência do som - o silêncio torna-se então ainda mais terrivel uma vez que á minha volta não há senão loucura, a loucura das coisas que atraem coisas de dentro de cada um, raízes que se afastam para crescerem separadamente, tensão provocada para atingir a unidade"



"Sou a mulher mais cansada do mundo. Fico cansada assim que me levanto. A vida requer um esforço de que me sinto incapaz. Por favor passa-me esse livro pesado. Preciso de pôr qualquer coisa pesada sobre a cabeça. Necessito constantemente de pôr os meus pés sob almofadas para que consiga continuar na Terra. "

"Não me digas nada, vejo que me entendes, mas tenho receio dessa compreensão, tenho medo de encontrar alguém semelhante a mim e ao mesmo tempo desejo-o. Sinto-me tão definitivamente só, mas tenho tanto medo que o isolamento seja violado e eu não seja mais o cérebro e a lei do meu universo. Sinto-me no grande terror do meu entendimento, meio por que penetras no meu mundo; e que, sem véus, tenha então que partilhar o meu reino"


Pára de tremer, de te agitar, de sufocar, de amaldiçoar, e reencontra o teu fundo que eu sou. Descansa das complicações, destorces e deformações.
Por uma hora serás eu; ou antes, a outra metade de ti própria.
Aquela parte de ti que tu perdeste. O que queimaste, partiste, estragaste encontra-se entre as minhas mãos.
Eu sou guarda de coisas frágeis e preservei de ti o que há de indissolúvel."



"Engulo as minhas próprias palavras. Rumino e rumino até que tudo se deteriore.Cada pensamento e cada impulso é mastigado até que se transforme em nada.Quero controlar todos os meus pensamentos de uma vez, mas eles fogem em todas as direcções. Se o conseguisse seria capaz de capturar os espiritos mais subtis, como um cardume de pequenos peixes de água doce. Poderia revelar inocência e duplicidade, generosidade e cálculo, medo, cobardia e coragem.Pretendo dizer toda a verdade porque, para isso, teria de ser capaz de escrever quatro páginas simultaneamente, quatro longas colunas simultâneas, quatro páginas resultando numa, e essa é a razão porque não escrevo nada. Teria para isso de escrever em reverso, voltar atrás constantemente para agarrar os ecos e os acordes."

Anais Nin

01 February 2007

Feliz Imbolc!



O Imbolc também é conhecido pelo nome Candlemas (Candelária), sob o qual foi cristianizado como "Festa de Purificação de Maria".

Imbolc (pronuncia-se "imbôlc" ou "imbôlg") significa "em leite" e diz respeito ao período de lactação das ovelhas. É o avivamento do ano, quando aparecem os primeiros sinais da primavera. Embora ainda esteja frio, os pequenos e mais resistentes sinais de vida na Natureza começam a aparecer novamente. É época de abençoar as sementes e consagrar nossos instrumentos de trabalho. É o despertar dos novos planos e projetos, iniciação em caminhos espirituais ou em novas atividades, assim como purificação e renascimento material ou espiritual. É tempo de despertar a criatividade e buscar inspiração através da música, poesia, desenho, dança e artes no geral.

Imbolc é um festival do fogo e acontece no dia 1º de fevereiro no hemisfério norte (o que eu sigo). Tem origem na Irlanda antiga, nas comemorações da deusa Brigit, chamada de "Noiva do Sol". A Deusa está se recuperando do parto da criança divina que nasceu no solstício de inverno, o Deus Sol, transformando-se em uma Donzela jovem e cheia de vigor. É costume colocar uma bonequinha de Brigit em uma caminha e uní-la a um galho, representando o Deus Sol.

Na Wicca, nesta data são feitas as iniciações dos novos adeptos e as confirmações das sacerdotisas. As cores podem espelhar a pureza (branco, azul claro) ou as chamas (vermelho, laranja).

CURIOSIDADES

- Até hoje, em certos lugares da Grã-Bretanha e da Irlanda, as pessoas amarram fitas ou pedaços de roupas nas árvores próximas às antigas fontes sagradas, atualmente dedicadas à Maria ou a outras santas católicas, orando para curar seus males.

- Brigit tinha um santuário na antiga capital irlandesa de Kildare, onde um grupo de dezenove sacerdotisas mantinha uma chama eterna acesa em sua honra. No dia de Brigit, elas deixavam que a Deusa mantivesse a chama acesa, e nenhuma sacerdotisa cuidava do fogo, que nunca apagou. Mais tarde esse costume foi proibido mas, quando Brigit virou uma santa, as monjas voltaram com a prática.

- No Imbolc, cada vela, lamparina e tocha da casa era acesa para iluminar os caminhos para que o Sol pudesse atravessar. Por toda a Europa eram feitas procissões com tochas, com a finalidade de purificar os campos e arados para o plantio na Primavera que se aproximava.

- Na Irlanda eram colocadas "cruzes solares" de proteção em cima das portas e janelas da casa. Eram feitas de palha e representavam o olhar protetor da Deusa, vigiando e protegendo a casa.

- Era costume abençoar a terra com leite, para que as plantas crescessem férteis. Isso ainda pode ser feito em nosso jardim, sempre pedindo as bênçãos da Deusa.



- Hoje eu faço 6 anos como Sacerdotiza da Grande Mãe. Obrigada Senhora.

Fonte: bruxaria.net

31 January 2007

Noivas fantasmas


As "noivas fantasmas" da China

Três criminosos mataram mulheres e as venderam para que fossem enterradas ao lado de solteiros. Informação de jornal chinês relata prática em Província isolada; crença em outra vida após a morte exige a noiva ao cadáver masculino.
O jornal chinês "Legal Daily", informa que três cidadãos foram presos por matar e comercializar "noivas fantasmas". Eram mulheres solteiras, compradas vivas com a promessa de casamento, mas que foram em seguida assassinadas para serem enterradas ao lado de homens adolescentes e solteiros, para assim acompanhá-los na vida eterna.
O costume de providenciar noivas, mesmo já mortas, para homens defuntos é reprimido pela legislação chinesa, mas bastante comum em aldeias isoladas da Província de Shaanxi, ao norte da China. Outros países asiáticos, como a Malásia, também têm por hábito sepultar casais que não se conheceram em vida, para que o homem não se sinta na outra vida desprestigiado pela ausência de uma mulher ao seu lado. O casamento após a morte é chamado em chinês de "minghun".
Seria teoricamente fácil encontrar a mesma quantidade de cadáveres dos dois sexos. Mas em algumas regiões rurais da China há um déficit de mulheres, que procuram empregos em áreas urbanas. Além disso, em todo o país, o aborto de fetos do sexo feminino levou a população masculina a se tornar bem mais numerosa.
Os pais de garotos mortos tentam comprar no mercado clandestino cadáveres de noivas fantasmas. Os casos relatados pelo "Legal Daily" ocorreram no final do ano passado. Yang Dongyan, 35, pequeno agricultor, disse ter "comprado" uma jovem com problemas mentais pelo equivalente a US$ 1.600, para revendê-la como noiva. Mas um agente funerário, Liu Shenghai, disse a ele que, se estivesse morta, a garota valeria muito mais. Dito e feito. Ela foi assassinada, e seu corpo, vendido por US$ 2.077.
Entusiasmado com a rapidez do lucro, Yang intermediou um outro cadáver e em seguida matou uma prostituta que costumava freqüentar. Conseguiu, porém, vender o corpo dela por apenas US$ 1.000, porque ela "era muito feia e já estava um pouco mais velha". O corretor disse ter apreciado o lucro rápido. E afirmou que recomeçaria novamente caso não tivesse sido preso - em companhia do agente funerário e de um terceiro cúmplice, encarregado de matar as vítimas.
As famílias camponesas chinesas são patrilineares. A mulher pertence à família do homem com quem se casou. Caso um homem morra adolescente (com 12 anos ou mais) ou excessivamente idoso, sem nunca ter-se casado, sua linhagem na próxima vida estaria, segundo a crença, comprometida. É por isso que, desde tempos imemoriais, famílias camponesas praticam a troca ou o comércio de cadáveres. Familiares mais pobres simplesmente sepultam junto o casal que não se conheceu em vida. Os mais ricos fazem ceia com carne de porco ou de carneiro.
Um absurdo. E ponto final!