05 August 2007

Os 25 maiores rumores da história do rock


Os 25 maiores rumores da história do rock
Traduzido por Danilo Pegorara

A revista Rolling Stone publicou em seu site uma lista com os 25 maiores rumores (boatos) da história do rock em todos os tempos. Leia abaixo a tradução da matéria.
"O fim de semana foi de incansável envio de sugestões para nossa lista dos melhores rumores no rock de todos os tempos. Combinamos as sugestões dos leitores (muito boas; agradecemos), adicionamos algumas nossas e estamos prontos para anunciar nossa lista oficial dos melhores rumores do rock, em todos os tempos. Confira!"
1. Paul McCartney está ou esteve morto.
2. O assistente de Steve Nick teve de assoprar cocaína pelo ânus de Steve porque suas vias nasais foram destruídas.
3. Mama Cass morreu depois de engasgar com um sanduíche de presunto.
4. Angie Bowie pegou seu marido na cama com Mick Jagger.
5. Mark David Chapman era um assassino programado pela CIA.
6. Membros do LED ZEPPELIN masturbaram uma goupie adolescente com um peixe/tubarão.
7. Jim Morrison foi morto por membros da administração Nixon / fingiu sua própria morte / morreu de um ataque cardíaco causado por masturbação em uma banheira parisiense.
8. Deborah Harry foi raptada pelo serial killer Ted Bundy.
9. Keith Moon jogou um carro dentro da piscina de um hotel Holiday Inn em seu aniversário de 21 anos, perdeu alguns dentes e conseguiu com que o The Who fosse banido para sempre de qualquer Holiday Inn.
10. Gene Simmons teve um enxerto de língua de vaca em sua própria língua após um acidente de carro.
11. Rod Stewart / Lil’ Kim / Jordan Knight tiveram de fazer lavagem estomacal depois de ingerir uma enorma quantidade de sêmem.
12. Durante uma batida em busca de drogas na casa de Mick Jagger, Marianne Faithfull foi encontrada com uma barra de chocolate entre as pernas.
13. MARILYN MANSON teve removidas suas costelas inferiores para praticar sexo oral em si próprio.
14. Alice Cooper e Frank Zappa se insultaram, defecando no palco e comendo suas fezes.
15. Bob Marley foi assassinado / contraiu câncer no dedão graças à CIA.
16. A música “In the Air Tonight”, de Phil Collins foi escrita após Collins ter presenciado um horrível incidente em que um homem deixou que outro se afogasse.
17. Keith Richards fazia/faz regularmente uma tranfusão de todo o seu sangue.
18. Jack e Meg White são irmãos.
19. “Hotel California” é sobre uma igreja cristã que foi abandonada e tomada por adoradores de satã; os Eagles são adoradores de satã e satã aparece na janela na capa do álbum.
20. Bob Ezrin, que produziu "Berlin", do Lou Reed, conseguiu os angustiantes choros de crianças da música “The Kids”, contando aos seus próprios filhos que sua mãe tinha morrido.
21. O nome PEARL JAM foi escolhido em homenagem a uma geléia da avó de Eddie Vedder, que continha peyote em sua composição.
22. Charles Manson fez teste para o Monkees.
23. MARILYN MANSON interpretou Paul Pfeiffer, o amigo de Kevin Arnold, no seriado "Anos Incríveis".
24. Robert Johnson vendeu sua alma ao demônio em troca de suas habilidades como guitarrista.
25. Roy Orbison era um albino e usava óculos escuros porque era cego.

(Aparentemente, a ode ao demônio em Stairway to Heaven e a carreira de formigas que o Ozzy cheirou não entraram na lista. Aliás, cadê o Ozzy nessa lista?)

30 July 2007

Aborto, soberania e mudez das mulheres

Um dos aspectos mais interessantes quando se discute o aborto hoje é o fato de que os principais participantes da discussão são homens. Os mesmos que - é preciso dizer- nunca irão parir, jamais serão mães, não abortarão. Eles falam, enquanto as mulheres fazem. Não devemos com isso supor que os homens não deveriam participar de tais discussões, mas perguntar por que a palavra deles se mostra prevalente nessa questão. Devemos perguntar por que eles parecem mais interessados que as imediatamente interessadas que continuam fazendo ou não abortos, tendo ou não seus filhos. (...)



Por que as mulheres esperam caladas por todas as decisões políticas, inclusive por aquelas que as tocam diretamente? A legalização do aborto não virá dos donos do poder e dos discursos que comandam e decidem sobre o corpo das mulheres. Elas, em silêncio, agem como se não fossem donas e senhoras de seus corpos. E, de fato, não o são enquanto continuam na velha economia da sedução, da prostituição, da maternidade, da vida doméstica, do voyeurismo do qual são a mercadoria. (...)




O que realmente assusta quando se fala em aborto é o que virá com a fala das mulheres e que, dia após dia, é praticado em silêncio nas clínicas deste país. É o fato e a prática cotidiana que se realiza de modo soberano, ainda que clandestino. A soberania daquele que emite uma opinião fundamentada em seu próprio nome e por sua própria voz é análoga à soberania que uma mulher pode ter sobre seu corpo. Aquele que pode falar pode fazer porque cria, por meio de sua fala, valores, relações e consensos. (...)




Que mulheres possam tomar suas decisões e sejam amparadas pela Justiça é algo que uma sociedade que se construiu pela submissão das mulheres e pela superioridade dos homens não pode suportar sem uma ampla renovação dos costumes. Hoje, as mulheres que possuem algum poder proveniente do dinheiro ou da liberdade sobre a própria vida praticam o aborto soberanamente. As que não têm poder nenhum -aquisitivo, intelectual ou outro poder que garanta a autoconsciência quanto à pertença de seus corpos- são vítimas de uma sociedade que não prevê espaço para uma prática que deveria ser medida a partir da soberania da mulher sobre seu corpo e sua vida. Homens desde sempre souberam disso e imperaram sobre seus próprios corpos e sobre todos os corpos que lhes prestaram serviços - também os corpos de seus empregados, de seus filhos e suas filhas.

Perder o exercício do poder sobre o corpo das mulheres é o que assusta homens de mentalidade arcaica hoje em dia. Assusta as instituições autoritárias. Ter soberania sobre o próprio corpo talvez também não interesse a todas as mulheres, pois isso exige uma responsabilidade para a qual talvez não estejam individualmente preparadas.

Por Marcia Tiburi - Publicado na Folha de São Paulo.

23 July 2007

Savannah - parte 4

Savannah deu tempo ao tempo. Esperou folhas das árvores se tornarem verdes, amarelarem, se tornarem marrons e cairem. E todas as árvores ficarem secas. Aparentemente sem viço, mas cheias de força para um novo começo.

Para Savannah isso durou apenas uns poucos dias. E ela decidiu mudar-se.

Reuniu os empregados e deu as ordens. Que eles arrumassem tudo, arrastassem os móveis e se livrassem daquela poeira estanque que se acumulou nos cantos escuros, para as quais ela sempre fechou os olhos. Mandou que eles tirassem os quadros da parede e os separou em dois grupos: os que valiam a pena serem carregados durante a mudança e os que deveriam ser queimados.

Sim, Savannah não deixaria nada para trás. Nenhum objeto, nenhuma marca, tudo que lembrasse ela naquele lugar deveria sumir.

Ela permaneceu junto à grande pilha de obras de arte, móveis, utensílios, roupas e uns tantos bens que tinham significado apenas para ela, contemplando. Depois, arremessou o lampião cheio de querosene sobre aquele monte de nada e viu o fogo surgir, crescer, arder e criptar. E viu a imensa pilha de coisas se tornar um grande amontoado de nada. E quando o vento vindo do sul soprou, como que esperando seu momento de agir, tudo voou para longe, se perdendo na imensidão daquele lugar.

Savannah olhou as carroças carregadas com o que ela e apenas ela decidira que valia a pena levar para o outro tempo. Soltou os cabelos e rasgou as mangas do vestido simples, querendo assim ser simples novamente. Subiu na primeira carroça, a que transportava seus bens pessoais e de lá de cima, arremessou um outro lampião, desta vez para dentro da casa que tinha sido seu lar durante todo o tempo da batalha.

Os empregados gritaram, desesperados por verem aquela grande e imponente fortaleza de vento começar a ser tomada pelo vermelho intenso. Mas nada fizeram para combater o fogo. Savannah não esperou que a casa viesse a baixo. Deu com o chicote nos bois que carregariam sua carroça e olhou para o além.

Foi tudo tão rápido, tão inesperado para os outros, que quando estiveram lá, poucas horas depois de sua partida, não havia nenhuma marca de que em qualquer tempo alguém tivesse habitado por ali, fincado raízes e plantado árvores. Era apenas um grande vazio.

Savannah conduziu por muito tempo. Rumo ao novo lugar, onde ela buscaria um novo começo, da velha história de tanto tempo. Mas dessa vez, ela era nova. A outra Savannah pereceu sob o fogo. E um vento sul soprou. Sozinho.

13 June 2007

A persistência do tempo...

E tudo mudou... Érico Veríssimo

O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor

A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib
Que virou silicone

A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
"Problemas de moça" viraram TPM

Confete virou MMA
Crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.

A purpurina virou gliter
A brilhantina virou mousse
Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning

A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal Ninguém mais vê...

Ping-Pong virou BabalooO
A-la-carte virou self-service

A tristeza, depressão

O espaguete virou Miojo pronto

A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão
O que era praça virou shopping
A areia virou ringue

A caneta virou teclado
O long play virou CD
A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3

É um filho onde éramos seis

O álbum de fotos agora é mostrado por email
O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do "não" não se tem medo

O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween

O piano agora é teclado, também
O forró de sanfona ficou eletrônico

Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bis
Polícia e ladrão virou counter strike
Folhetins são novelas de TV

Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato
Chico sumiu da FM e TV
Baby se converteu
Elis ressuscitou em Maria Rita
Gal virou fênix
Raul e Renato, Cássia e Cazuza, Lennon e Elvis,
Todos anjos
Agora só tocam lira...

A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!
A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz... De tudo.
Inclusive de notar essas diferenças."

30 April 2007

As sete coisas que.......

Fui convidada pela Magie para participar da brincadeira, então lá vai...

Sete coisas que eu tenho que fazer antes de morrer:
1. Viajar o mundo todo
2. Saltar de bungee jump de uma ponte beem alta
3. Tocar bateria
4. Andar de Skate
5. Curso de mergulho
6. Curso de vinhos
7. Abrir uma ONG

Sete coisas que eu mais digo:
1. É vero!
2. Capaz!
3. Minha Deusa!
4. Caralho...
5. Qual a boa?
6. Bancorbrás Bom dia.
7. Cerveja

Sete coisas que eu faço bem:
1. escrever
2. dissimular
3. Ouvir as pessoas
4. Dar conselhos
5. Tomar cerveja
6. Cozinhar
7. Deixar tudo para última hora

Sete coisas que eu não faço:
1. Trair
2. Qualquer coisa com antecedência
3. Maltratar animais
4. Rezar para Deus/Jesus (Qualquer coisa cristã)
5. Comer fruta
6. Me meter onde não sou chamada
7. Me assujeitar

Sete coisas que me encantam:
1. Rock and Roll
2. Lugares bonitos
3. Feminismos
4. Conversar com pessoas inteligentes
5. Histórias de vida interessantes
6. Museus
7. Propagandas inteligentes

Sete coisas que eu odeio:
1. Moralismo
2. Hipocrisia
3. Machismo/misoginia
4. Mentira/falsidade/traição
5. Chantagem emocional
6. Guardador de carro
7. Mulheres assujeitadas

Sete pessoas para fazer o teste:
Ihh... vou pensar....

Happy Beltane´s Day!


Todos os dias 30 de abril são especialmente queridos para mim, porque é o dia de Beltane, o sabbat mais alegre, mais florido e mais legal da roda do ano. Para quem já leu as Brumas de Avalon é fácil relembrar das fogueiras acesas no campo e das fugidinhas que Morgana dava para comemorar com Ácolon esse dia especial.

Pela mitologia, Beltane é o Sabbat onde a Deusa e o Deus se encontram, jovens e cheios de amor e de prazer. Nos campos recém plantados, a fertilidade da Terra é abençoada pelo grande casamento dos Deuses.

Os participantes usam coroas de flores (mulheres) ou de folhas (homens). Ficam todos parecendo fadinhas e fadinhos, vestidos de verde ou vermelho, que são as cores de Beltane. São acesas duas fogueiras - "fogos gêmeos" - entre as quais as pessoas passam para se abençoarem ou pulam com pessoas queridas, para permanecerem juntas por mais um ano e um dia.

Depois, há a tradicional "dança do MayPole" (Mastro de Maio). A energia do Grande Casamento é capaz de fertilizar nossas vidas e projetos, assim, no alto do mastro ficam presas fitas coloridas, da cor do que cada um quer que seja próspero na próxima roda. Aí todos dançam ao som de músicas alegres e vão entrelaçando as fitas e enrolando-as no mastro.

Nessa noite abençoada, devem ser feitas oferendas ao Povo das Fadas (povo pequeno), deixando doces e maçãs em um jardim, pois os portais para o Mundo das Fadas estão abertos.

SUSSURROS DE BELTANE

Duas vezes em uma Roda os Portais se abrirão
Em Samhain para os que foram,
Em Beltane para os que virão...
E nesta noite mágica, em que os fogos gêmeos queimam
Apressem-se, silenciem, e deixemos que os Deuses venham...

(Mavesper Cy Ceridwen)

05 April 2007

Palavruras

Eu acho engraçada essa minha (nossa) língua portuguesa. Tem umas palavras que são mais palavruras. Veja esse exemplo:

Reimoso - adjetivo 1 - que prejudica a saúde Ex.: a carne de bagre é r.
2 - capaz de causar pruridos; 3 - que tem maus bofes.
Eu sempre fiquei intrigada... quando alguém falava que tal coisa é "reimosa" eu nunca entendia ao certo o que diabos queria dizer aquilo... Será que era sobre a textura da coisa? A consistência da coisa? A constituição da coisa? Mas que coisa!

Agora aprendi...


E você? Tem alguma palavrura para contar?